a passarela tornou-se asfalto
O vestuário de luxo sempre precisou de um corpo para existir. Esta campanha começa com uma pergunta diferente: o que acontece quando esse corpo é um avatar a toda a velocidade?
O filme aborda o jogo não como um meio alternativo, mas como um território de moda legítimo. A lógica é direta e sem ironia: se a Balenciaga veste pessoas em Paris, também veste pilotos numa pista digital. A peça de vestuário não viaja até ao jogador. O jogador já está lá dentro e a coleção chega onde ele vive.
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tecnologia
visão geral do projeto
A gramática visual recusa qualquer separação entre o real e o virtual. O design do carro transporta o mesmo rigor gráfico de uma coleção; a personagem veste o que existe na loja física; a loja física existe dentro do mapa. Londres e Taikoo Hui em Xangai deixam de ser moradas e passam a ser pontos de passagem.
Um detalhe fecha o circuito: cada peça física inclui um chip que devolve quem a veste ao jogo. O tecido torna-se uma chave. Comprar já não é o fim da viagem, é uma passagem. Um filme sobre o momento em que a velocidade e a alfaiataria deixaram de ser opostos.
